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Tratando de mais um ponto interessante sobre Luxemburgo hoje o tópico é a circulação de um jornal gratuitamente pelo país. Não estou falando daquele jornal com 5 páginas e normalmente com mais propagandas do que informação. 

O jornal chamado "L'essentiel" traz em seu nome seu objetivo principal fornecer o essencial de informação ao leitor. Ele contem 32 paginas (normalmente) e é dividido em sessões como: Local, Europa, Mundo, Economia, tecnologia, estilo de vida, jogos (palavra cruzadas), charges, famosos, música, televisão e esportes. Não muito diferente dos jornais comercializados.

Não é um jornal completo, mas trás um resumo de informações para quem ainda ler jornais. O detalhe é que o mesmo encontra-se somente em francês. Atualmente eu leio o mesmo para melhorar meu francês (pelo menos a leitura) aproveitando o melhor: o fato de ser gratuito.





Estou aqui hoje fazendo mais uma viagem. Completo seis meses após meu regresso da Eurotrip que fiz, estou voltando para o velho continente. Dessa vez não só para ficar 3 semanas, mas por um prazo um pouco maior...

Pois bem, após meu retorno em Março desse ano, aquelas curtas três semanas me possibilitaram abrir um leque de ideias para dar um rumo ao meu futuro. Confesso que após mais de um ano e meio de regresso do meu intercâmbio nos Estados Unidos, eu me encontrava num estado estagnado, sem muitas perspectivas de crescimento a curto ou longo prazo no meu emprego atual.

Para quem não conhece o meu lado profissional, eu trabalho no setor público desde 2011 como Técnico em Edificações e no final de 2015 completei meu curso de Engenharia Civil. Quem conhece o setor público sabe que infelizmente as coisas não funcionam com tanta eficiência como deveria, hoje em muitas instituições a política ainda fala mais alto que a competência técnica. Existe uma tendência de que isso melhore ao longo dos anos e espero que melhore! Assim, por mais competente, qualificado e eficiente que eu fosse, realmente não havia espaço para o mínimo que eu vislumbrava para mim.

Assim, não contente com meu trabalho, decide que era hora de mudar, dar um outro rumo a minha carreira/vida. 

Honestamente, gostaria muito de trabalhar como Engenheiro Civil a curto prazo, mas o Brasil encontra-se numa crise que atinge principalmente a área de construção, assim os empregos para esses profissionais estão escassos. Qual a solução então? Aproveitar o fato de eu falar um outro idioma e tentar encontrar um emprego como Engenheiro em outro país. Assim me deparei com mais um dificuldade, após me inscrever em mais de 500 vagas de emprego ao redor do mundo, a maioria na Europa e Australia, percebi que a coisa não era tão fácil como parecia. 

Para resumir, nos países europeus por exemplo se houver alguma vaga de emprego disponível, eles precisam provar para o governo que nenhum empregado oriundo da união europeia se interessou nessa vaga, além de bancar todos os encargos para contratação do empregado oriundo de um país não europeu. Nesse cenário, são poucas oportunidades que poderiam se encaixar em mim.

Sei que nos dois primeiros meses procurando emprego, somente tive propostas da China, India e Colombia. Particularmente nenhuma dessas vagas eram interessantes para mim.

Logo, mudei a estratégia, o caminho era continuar estudando. Então decidi fazer um mestrado. Os atrativos eram a possibilidade de conseguir residência num país europeu com maior facilidade, o baixo custo semestral das universidades e a possibilidade de me qualificar a galgar melhores oportunidades de emprego.

Esse caminho foi menos difícil. Me inscrevi em 4 mestrados de Março à Abril (Luxemburgo, Portugal, Alemanha e Estonia). Os critérios foram: Curso a ser estudado, custo semestral e inscrições disponíveis ainda pro ano de 2016.

Assim fui aprovado para cursar um mestrado em Luxemburgo e Portugal. Os outros não entendi quesitos de documentação. Decidi então ir para Luxemburgo, além do curso ser em inglês (o que será mais um desafio para mim), vi muitas particularidades interessantes em Luxemburgo de aprender novas línguas como Alemão e Francês.

Assim, aqui vou eu, meu planejamento a curto-médio prazo é concluir meus 2 anos em Luxemburgo cursando o mestrado em Megaestuturas com recursos renováveis pela Universidade de Luxemburgo. Mas como eu sempre digo, o futuro pertence a Deus. Vamos ver como vão desenrolar os próximos capítulos.

Depois de uma viagem de 18 horas sem ter dormido muito o cansaço era óbvio. Eu Ainda não tinha número de celular, então tracei a rota para o hostel usando o WI-FI do aeroporto.

Basicamente paguei salgadamente 10 euros num trem que liga o aeroporto ao centro da cidade, pois ele fica fora da cidade em si, era a opção mais barata. Foram cerca de 40min até chegar lá, nada mal e pude ver no caminho algo que parecia ser o subúrbio da cidade que por sua vez não parecia subúrbio pela beleza das casas da redondeza.


Chegando na cidade em si, perdi o sinal de internet e o GPS deu pau. Não salvei a rota. :(. Tentando insanamente encontrar um WI FI livre, andei por uns 40min sem sucesso. Todos os WI FI's eram fechados. Ai que apareceu um luz brilhante, uma loja que vende acessórios de celular. Lá eu pude comprar o plano que esperava, 10 euros por 1gb de internet. Sinceramente eu esperava que fosse mais caro. O barato dele é que funciona em toda Europa, então eu não vou precisar ficar trocando de chip sempre. Enfim, facilitou muito minha vida, o google santo maps que o diga. Detalhe, alguns minutos depois descobrir que todo Mc Donald tem WI FI livre, mas o 4G era realmente necessário para facilitar a viagem.



Após uma volta não turística na cidade, cheguei sã e salvo no Hostel. Dentre outras coisas no caminho para lá pude conhecer:



 O metrô e mais ou menos como ele funciona (a respeito das linhas)




Fiz umas comprinhas no supermercado




E pude ver um pouco como as coisas são caras. 



Isso mesmo 20 euros num corte de cabelo masculino. E por favor, não converta para reais!



Não sou muito fã da modinha de comprar roupa de marca para ter algum "status". Contudo por uma mera situação do destino a maior parte de minhas roupas são de "marca". 

A situação é bem simples, eu morava nos EUA e lá essas camisas de modinha estilo Hollister, Aeropostale, Abercrombie & Fitch e American Eagle eram muito baratas. Diferente daqui do Brasil.

Normalmente eu pagava $10 dolares numa camisa que aqui normalmente era vendida por quase R$200 reais.

O detalhe interessante é o seguinte, conversando com uma amiga americana semana passada eu basicamente descobri que essas marcas comercializadas lá, de boa qualidade por um bom preço são marcas utilizadas pelos teenager (adolescentes) e pelo pessoal da high school (ensino médio).



Curiosidade que boa parte dos brasileiros que chegaram comigo por achar super popular no Brasil e ser muito barato por lá, compravam e só usavam essas marcas.

Assim, após mais de um ano depois de voltar dos EUA eu descubro que provavelmente uma porrada de americano principalmente na universidade e em bares devem ter olhado e pensado: Porque esse latino está se vestindo como na "high school"?

Detalhes a parte, mesmo assim, continuaria comprando as, pelo preço atrativo e qualidade do produto.



A cerca de um mês fui apresentado a um app que achei um barato: o couchsurfing.

Couch surfing é um rede social que dentre outras funções tem como principal objetivo permitir que pessoas durante suas viagens se hospedem gratuitamente na casa de outras pessoas enquanto estiverem viajando.

Ai você se pergunta: por qual razão as pessoas iriam oferecer hospedagem gratuita para pessoas que estão viajando? A partir desse questionamento você consegue entender o real objetivo dessa rede social. A partir do momento em que você em sua terra natal oferece esse tipo de ajuda para mochileiros, aqueles amantes de viagem, mas que nem sempre possui muitos recursos financeiros para isso, você faz com quem esse voluntariado funcione como uma corrente e acaba permitindo uma futura possibilidade de fazer uma viagem sem precisar também arcar com custos de hospedagem.

Assim, isso não para por ai. Um outro fator muito importante é que quando você abriga um imigrante em sua casa, torna se possivel um profundo intercâmbio cultural tanto para o "host" quem abriga, quanto para o "traveler" o viajante.

Eu particularmente nunca usei o couchsurfing na função "host" ou "traveler". Host porque moro com meus pais, e por mais que eu quisesse receber um imigrante em casa, eu ainda não posso dar esse luxo e Traveler porque desde que instalei o app ainda não pude viajar, contudo mês que vem pretendo por em prática a dinamica desse app numa viagem que eu vou fazer.

Primeiras impressões? Excelente app, precisa melhor só um pouco a interface. Utilizei ele para ajudar turistas a conhecerem um pouco mais da cidade e praticar um pouco meu inglês enferrujado. Em breve escreverei algo mais concreto sobre esse app.


Pois bem, o tempo literalmente voa. No ultimo dia 24 de dezembro completou um ano do meu retorno pro Brasil após um período de 1 ano e 4 meses como intercambista nos EUA.

Essa foi uma fase de mudança tão grande na vida quanto minha ida aos EUA. Por um lado foi muito bom reencontrar minha família, meus amigos e minha cidade Natal. Contudo por outro lado, foi duro me separar das amizades que construi lá e da cidade que eu criei um carinho muito grande (Lexington).

Foi a melhor experiência cultural e acadêmica que eu tive, mas esse ciclo foi encerrado a um ano atrás.



Pode parecer estranho, mas eu realmente precisei me readaptar. Tudo estava muito diferente do que eu tinha deixado antes de viajar, falo de pessoas, lugares e inclusive eu tinha mudado bastante.

Da mesma forma que me adaptei a viver lá, me readaptei a viver aqui também. Itens como falta de segurança, educação, limpeza e organização precisaram ser reinseridos em meu cotidiano.

Mas enfim, o ser humano se adapta de formas diferentes. Os que conseguem ir mais longe são aqueles que possuem uma capacidade incrível que se adaptar e sobreviver ao meio em que eles estão inseridos.

Após um ano, sinto orgulho em ter nascido em Salvador e amo minha cidade, mesmo as adversidades que ela tem. Não sei qual será o próximo passo de minha vida, mas que em mim ainda haja a capacidade de readaptação.

Se quiserem conferir mais, deem uma olhadinha dos meus primeiros passos de quando retornei pro Brasil aqui.
Estou iniciando o mês ao qual eu irei completar o meu vigésimo quinto aniversário, “as bodas de prata”. Uma fase da vida em que não sou nem tão jovem para fazer determinadas coisas e nem tão velho para deixar arriscar em outras oportunidades.


Durante esses 24 anos, tudo o que aconteceu em minha vida, qualquer pequeno acontecimento me tornou o que eu sou hoje. Infelizmente nem tudo que se passou por ela foram coisas boas, principalmente quando se trata de momentos não tão bons que tive com pessoas muito queridas. Essas marcas me fazem ser o que sou hoje, quer agrade as pessoas que me cercam ou não. Penso que comprei dezenas de desafetos, mas centenas de pessoas carinhosas. Chorei e trouxe o choro de pessoas amadas por instantes, mas passei horas/dias/meses sorrindo e as amando. Por mais que eu tenha levado tristeza a alguma lugar, meu sorriso debochado muitas vezes pôde trazer um pouco de alegria. Sou péssimo em piadas, péssimo mesmo, mas ainda sim falo besteiras que trazem a alegria de alguém.

Aprendi que o pior dos sentimentos é a culpa, não se compara a nada. Sentir raiva de alguém é aceitável, é passageiro, mas sentir raiva de si mesmo é um completo desequilíbrio interno. Contudo um sentimento chamado ”auto perdão” existe e ele é a base para cura da “auto culpa”.
Mesmo às vezes mesmo me sentindo cansado (de alguma forma devido ao momento em estou vivendo ou  pelo que já aconteceu) ainda assim sinto meu espirito jovem, algo leve, algo simples, algo ingênuo, uma criança que ainda insisti em brincar. Mesmo com certa malicia de adulto, meu ar “infantil” é o que me faz bem, que traz minha felicidade e me torna mais feliz ainda por saber que alguém está sendo contagiada por ela.

Espero respirar momentos bons com curtos hiatos de tristeza por muito tempo ainda. A vida é uma dadiva, um presente dado por Deus em que o milagre é visto todos os dias quando acordamos com nossos pulmões inspirando e respirando, nosso coração pulsando e nos mantendo vivos, isso sim deve ser agradecido todos os dias. Isso porque nos permite viver e  estar com as pessoas que nos ama e que amamos, alimentar esse amor e nos permitir doar esse amor para novas pessoas.

Gratidão por estar vivo, então aproveitemos da melhor maneira possível cada segundo de vida que nos é dado. E para mim, estar bem é ser o melhor que se pode ser. Estando bem consigo mesmo, sendo você mesmo sem se importar tanto com o que pensam de você, sem se perguntar: “O que eu deveria ser para agradar ela?” Simplesmente respire seu “EU”. É isso que venho tentando fazer todo santo dia. 

Espero que “bodas de ouro” possam vir. 

Sei que não sou um bom escritor e que cometo inúmeros erros de português, além redigir alguns posts com ideias confusas. Talvez como esse que estou escrevendo agora, rsrsrs. Contudo estou certo que na medida do possível dei o meu melhor nesse tempo e escrevi o que gostava com todo prazer do que eu estava fazendo. 

Mesmo sendo um blog nada famoso, eu fico feliz pelos feedbacks que recebi nesse tempo e o carinho de algumas pessoas comigo. Só pelo fato de saber que alguém nesse mundo está lendo isso, me sinto gratificado por compartilhar minhas ideias, mesmo que elas não façam algum sentido pra você. 

Hoje fazem exatamente dois anos que iniciei a maior experiência que já tive na vida: Um intercâmbio acadêmico e consequentemente cultural. Nesse mesmo período eu criei esse blog que tinha justamente o intuito de contar às experiências que eu estava tendo na “terra gringa”. De lá pra cá tive vários momentos de altos e baixos em minha vida, pude mudar a forma ao qual eu via o mundo, inclusive a forma ao qual eu me enxergava. 

Quando paro para refletir consigo ver que mudei bastante nesse tempo. Simplesmente é difícil de me imaginar o que eu era há dois anos. Não digo que melhorou ou piorou, só analiso como tempos muito distintos. 

Nesse tempo fiz algumas postagens que não só descreviam minhas experiências, curiosidades ou dicas de viagem, mas como esse post agora eu acaba descrevendo meus pensamentos e reflexões.

Tenho só agradecer pelas quase 20 mil visualizações, cerca de 600 seguidores da fan page e 250 da pagina do instagram. São números modestos, quem tem um blog sabe bem disso, mas eu realmente agradeço a cada um que leu, assistiu ou curtiu minhas ideias.

Espero enquanto puder continuar escrevendo, mesmo que em passos lentos. Obrigado de verdade!

Tá ai, palavras que nossos país nos ensinam desde criança, ou pelo menos deveriam. Simples palavras que deveriam ser mais usadas.



Como um sorriso, uma gentileza ou um ato de educação pode mudar não só o humor de uma pessoa, mas como seu comportamento e fazer repensar a maneira correta de agir.

Pois bem, quando ingressei na cultura americana, tive um choque com o excesso de educação dos americanos, pelo menos onde eu vivia, basicamente uma cidade de pessoas gentis. Me perguntei varias vezes se era uma ação automática, mecanizada ou eles realmente achavam que essa era a maneira correta de agir. Sinceramente nunca tive certeza sobre isso, mas uma certeza eu sei, atos gentis podem tornar o ambiente muito mais agradável.

A frase que sem dúvidas eu mais ouvi enquanto estive um ano meio nos EUA foi "excuse me". É incrível a frequência com que se ouve ela. Literalmente ela quer dizer "com licença", sendo basicamente utilizada para isso. Contudo em situações bem diferentes das que usamos no Brasil, exemplos como passar perto de uma pessoa "mesmo que se a pessoa estiver a 1 metro de você", pedir espaço para passar, iniciar uma conversa, interromper a conversa de alguém, pedir informação, pedir silencio.

Outra situação bastante comum é o pedido de desculpas "I'm sorry", muitas vezes mesmo você estando errado um americano costuma pedir desculpas. A exemplo de você encostar numa pessoa sem querer e outros. Nessas situações é comum ouvir um "I'm sorry" vindo das duas partes.

O obrigado é indispensável, para qualquer ação que a pessoa vá se sentir minimamente grata vai existir um "Thanks". Quem compra, quem vende, quem pede, quem recebe. Na grande maioria das situações como estas um obrigado sai quase que por osmose.

Enfim, não quero dizer que não existem brasileiros educados quanto americanos. Isso varia de cidade para cidade, bairro para bairro e até de família para família. Minha experiência de viver numa cidade de pessoas cordiais com 300 mil habitantes nos EUA e uma cidade com 3 milhões de habitantes no Brasil me permite comparar essas diferenças, que nesse caso são gritantes. Sincera e honestamente, eu desejaria ver um pouco desse comportamento partindo da atitude das pessoas, tendo ciência que minha parte nesse processo eu estou fazendo.

Imagine você se tornando um cidadão português e ter livre acesso a qualquer país  da união europeia. Pois bem, essa e algumas outras vantagens podem ser conquistadas após a aquisição da cidadania portuguesa.





Quem tem direito?



Filhos, netos, bisnetos e etc tem direito a aquisição do visto desde que a descendência portuguesa passa por todas as gerações.







Vantagens



A partir do momento em que você conquista a cidadania, você se torna europeu e tem permissão para ficar na Europa por um período superior a 3 meses. A permissão de estudo e trabalho são concedidas com menores burocracias.




Mais informações: e-dublin






Alguns momentos de nossas vidas são extremamente cruciais para definir nosso futuro. Uma decisão tardia ou simplesmente o fato de não tomar essa decisão ao longo da vida pode determinar a perda de um emprego, de uma promoção ou até mesmo de conhecer aquela mulher que seria a mãe de seus filhos.

Nos deparamos diariamente com escolhas em qualquer lugar que estejamos. Após viver um pouco mais de 24 anos eu pude concluir e afirmar a cada dia que mais vale tomar várias decisões mesmo que algumas delas sejam erradas do que permanecer estável e imparcial nas situações que enfrento. Situações de arrependimento por algo errado feito são bem presentes ao longo de uma vida, mas um arrependimento muito duro é aquele que temos por um oportunidade que perdemos não simplesmente não tentarmos alcançar ela por medo ou acharmos que somos incapazes de atingir-las e até  mesmo
uma decisão tardia.


O tempo pode ser nosso aliado ou nosso pior inimigo, isso depende muito da forma que usamos ele. Mesmo o tempo não parando em nenhum instante se permanecemos estagnados em qualquer momento de nossas vidas, deixaremos de ver possibilidades boas que estão ao nosso redor e de aproveitarmos oportunidades a nossa vista.

Não falo em viver desenfreadamente sem responsabilidades, arriscando tudo todos os dias e achar que a situação em que se encontra nunca é a ideal.

Eu falo em sair da zona de conforto procurar sempre o melhor para si mesmo, analisando as situação e arriscando. Sem tomada de decisões, assumindo os riscos nunca haverá progressão. As únicas coisas que ficaram na mente são lamentações e dezenas de "se" no pensamento de como a vida seria hoje. 

A culinária pode ser um ponto marcante de um determinado destino turístico. Inúmeros países no mundo possuem pratos típicos que muitas vezes por fazerem tanto sucesso acabam se espalhando pelo mundo através de restaurantes com comidas típicas de um determinado pais. Exemplos claros são os restaurantes italianos, chineses, japoneses, mexicanos, brasileiros, árabes espanhóis e muitos outros.



Uma boa culinária facilmente se difunde pelo mundo, porém esse não é o caso da comida americana. Um dos poucos pontos que eu realmente detestava nos EUA era a alimentação. Eles simplesmente conseguem transformar qualquer receita simples num completo desastre.

Exemplos claros dessa bagunça no paladar:

  • Feijão adocicado – Simplesmente não tinha nenhum gosto de feijão, há pessoas que gostem, mas rolava comer isso.
 

  • Purê de batata com pimenta – A mania americana de pôr pimenta em tudo, não liberava nem mesmo o purê;
  • Arroz sem sal – E sem nenhum sabor, era algo com por arroz na água e tirar;
  • Pizza – Massa muita grossa, pouco recheio e muito, mas muito molho de tomate. A sensação é de estar comendo extrato tomate com pão.
  • Carne – Imagine uma carne que naturalmente seria deliciosa. Pois bem, eles afogam ela num molho barbecue e aquela linda carne de churrasco tem mais sabor de doce que de carne.
  • Salmão – Novamente o molho barbecue entra em ação. Acho que eles não curtem sentir o sabor natural e bom das coisas.
  • Macarrão – Temperar pra quê? Vamos encharcar no óleo sem tempeiro nenhum e dar para eles comerem.

Essa foi a experiência vivida após estar me alimentando 1 ano e meio em restaurantes universitários. A solução era comer frango grelhado todo santo dia e torcer para que algum prato bom aparecesse, como ocorria as vezes.


Isso eu falo de restaurantes, porque a forma mais comum de refeição nos Estados Unidos é fast food. As pessoas não tem tempo a perder, então a melhor forma de se alimentar é ir em algum lugar que você não gaste mais de 15min para pedir e comer algo. Seja café da manhã, almoço, jantar os mais procurados são fast food. E o campeão de pedidos é o famoso hambúrguer. Eu comia hambúrguer todo os dias no jantar, por menos saudável que parece, era até bom. Para completar a caixinha de gordura uma batata frita aos pingos de óleo e um copão de Coca-Cola. Tá aí, raramente se encontra suco natural lá, e entre refrigerante e sucos industrializados, a primeira opção ainda é a melhor.

Um ponto alto da decepção foi quando uma família americana me convidou para um churrasco. Eu foi animado em matar minhas saudades daqueles churrascos dos finais de semana no Brasil. Quando chego lá, só tinha hambúrguer e salsicha assadas na grelha. Tipo, deprimente, era realmente ruim. Sério.

Mas nem tudo é tão mal, alguns restaurantes americanos tinham uma comida muito boa, que servem diversos pratos muito bons. São caros, do tipo pagar algo por volta de R$ 90 Reais numa refeição, com bebida e sobremesa, mas uma vez na vida não mata. Eles são o TGI Friday's, Charley's e Denny's. Esses 3 foram os melhores restaurantes americanos que fui, isso sem falar da Jambalaya que eu simplesmente me apaixonei e aprendi a fazer ela.








Com a alta carga de impostos que pagamos para comprar qualquer bem de consumo no Brasil é altíssima. Aliado os EUA vem abrindo uma porta maior para turistas brasileiros, uma nova modalidade de compra vem ganhando muita força: a importação. 





A maioria das pessoas que viajam para os Estados Unidos vão para lá já com objetivo de fazer compras. Itens como um Iphone, ou aqueles relógios Invicta e Michael Kros, perfumes de grifes famosas e roupas da Tommy Hilfiger e outras grifes são indispensáveis para qualquer turista.

Isso se dá ao fato que os produtos são realmente muito mais baratos que no Brasil, seja pela baixa carga tributária e por serem fabricados no próprio pais, não necessitando importar-los. 

Exemplos encontrados são:






Iphone 6 - 16Gb

Brasil - R$ 3200,00 Reais 
EUA - R$ 1900,00 Reais











Relógio Fossil - Modelo Básico

Brasil - R$ 900,00 Reais
EUA - R$ 210,00 Reais



















Camisa social - Tommy Hilfiger 

Brasil - R$ 300,00 Reais
EUA - R$ 60,00 Reais   


Esses preços são tão atrativos que quem está viajando não está só utilizando os itens comprados. Uma nova modalidade é a exportação das peças de lá para venda no Brasil. E mesmo com a taxação da alfandega, na maioria das vezes o produto ainda sai mais barato do que se tivesse sido comprado diretamente aqui.

Esses são só alguns exemplos, existem inúmeros de comparativos de preços que eu devo escrever em outros posts. Pretendo falar depois também de formas como importar alguns itens mesmo sem precisar sair do Brasil e economizar um bom dinheiro nisso.
Mesmo não sendo nenhum estudioso no campo de antropologia ou pedagogia vou expressar minha opinião sobre diferentes o método de educação doméstica que pude ver nos EUA.

Não havendo dados estatísticos, isso até pode ter sido somente acasos, mas as famílias americanas que eu pude visitar eram compostas por um homem, chefe da casa, uma mulher responsável por cuidar das atividades domésticas e em alguns casos trabalhando parcialmente fora de casa, principalmente em áreas educacionais e também os filhos. O casal mesmo aparentando ter um bom relacionamento, a mulher era submissa ao homem no sentido de ter o maior decisivo no lar. Os filhos por sua vez aparentavam ser bastante educados, até quietos de mais e muito submisso aos pais, principalmente ao pai, do tipo de avisar cada passo que estivessem dando.




Um detalhe interessante, não só das famílias que visitei, mas presente em muitas famílias americanas é a educação quanto as crianças. Elas são desde pequenas preparadas para serem adultos. Mesmo na educação infantil, crianças com 8 anos são estimuladas a escolherem sua profissão e esses estímulos acompanham seu crescimento. 

Muito geralmente na High School, algo comparado ao ensino médio nosso, os adolescentes já tem ciência do que vão estudar e ingressam na Universidade logo após completarem a educação básica.



Ai vem o lance, os pais novamente entram em ação. Algumas famílias juntam uma espécie de poupança para que os filhos ingressem na Universidade e outras não, mas o fato que é quase garantido é que ele vai precisar trabalhar enquanto estuda para ajudar nos custeios na universidade, alojamento e alimentação. Isso é bem legal pois cria uma espécie de valorização ao dinheiro investido e possibilita que o estudante se torne independente.

O primeiro grande impacto que ele vai sentir é sair do conforto da casa dos país. Mesmo morando em cidades próximas ou até na mesma cidade as vezes, os pais fazem questão que os filhos saiam para quem eles possam aprender a viver por conta própria e saiba enfrentar as dificuldades da vida sozinhos. 

Só morando com americanos mesmo para perceber o quanto eles são despreparados para viverem só quando são calouros na universidade, quesitos como alimentação, organização e limpeza são deploráveis.

Contudo eles são forçados a aprender a melhorar isso na fase adulta quando constituírem suas famílias e fazerem o mesmo processo com seus filhos.

Isso é particularmente cultural, e muito difícil comparar. Americanos são praticamente fabricados a viver esse ciclo, se tornam pessoas educadas, responsáveis e bem sucedidas e funcionando perfeitamente no modelo americano. 

Esse modelo se aplica ao Brasil? Deixe sua opinião.
Essa semana involuntariamente eu estive acompanhando fotos, vídeos, posts e mais posts falando sobre a nevasca que ocorreu nos EUA. O registro das baixas temperaturas, chegando a sensações de -28° C, dias sem o funcionamento das Universidades pelo fato delas simplesmente estarem inacessíveis.

Esse sim é um lado cruel do frio, sofri algo muito parecido a um ano atrás, confesso que não tinha visto uma camada de neve tão espessa como vejo nas fotos, mas uma sensação de -32º C já me atingiu.



Tá, onde eu quero chegar com isso? Com exceção a essas extremos que não são tão comuns assim, eu prefiro o frio do que o calor. Isso mesmo trocaria muito fácil um verão numa cidade do nordeste brasileiro cheio de belas praias por frio pálido de uma cidade no centro-oeste americano. 

Essa minha análise é somente de climática, não estou usando nenhum outro fator na balança. Eu tinha esse sentimento ao longo de desse tempo que estou aqui, mas a ficha caiu essa semana. 



Sim, o calor é bem legal, nos finais de semana que você quer ir a praia ou a um clube, curti com os amigos e tal. Mas pense num inferno no dia-a-dia? Se você fica em casa a maior parte do tempo e não tem um ar condicionado em casa se prepare para tomar 5 banhos por dia. Já se você como eu usa ônibus ou talvez até um carro sem ar condicionado num engarrafamento, se prepare, não vai ser uma situação confortável.  

Bem, eu estou trabalhando como técnico em uma companhia, acordo bem cedo, tomo um banho, me arrumo como de praxe com camisa social manga longa num bendito calor de 32°C e vou andando para o ponto de ônibus durante uns 7min, chego lá moderadamente suado, abro uns botões da camisa com a inocente ideia de resolver. Não deu certo! O lindo transporte publico demasiadamente ocupado e com inúmeras paradas só fez meu corpo expelir mais suor, resumo de 20min até chegar ao trabalho, cheguei completamente encharcado para um dia inteiro de trabalho, que nem minha camisa reserva na mochila me fez sentir menos sujo. 



Esse foi só um relato, mas é algo muito comum, mesmo muito incomodado com o calor seja em casa, no trabalho ou em qualquer canto eu já processei isso em minha mente.



O frio realmente as vezes pode ser insuportável, mas um problema que você consegue  resolver com uma jaqueta, camadas de roupa, luvas, gorro, cachecol, meias e outros acessórios. E com um tempo o próprio corpo se acostuma com isso e ao longo do tempo aquele monte de roupas para se proteger diminui. Por isso eu posso dizer que não tenho medo do frio. Já passei por ele, no início realmente é um impacto grande, mas com o tempo se torna algo corriqueiro.

Já no verão de minha linda cidade, quando você não estiver no conforto de um ar condicionado a solução inversa seria simplesmente andar com traje de praia nas ruas e ainda assim não resolveria.
Como eu havia comentado antes em uma de minhas fotos no Instagram, Jambalaya foi simplesmente o prato típico americano que mais gostei de comer quando eu morava nos EUA. Como eu sei que vai ser muito complicado encontrar esse prato no Brasil, mesmo não sendo cozinheiro, aprendi a fazer e resolvi compartilhar essa experiência com vocês.

Para quem não conhece a Jambalaya é uma espécie de paella com origem em New Orleans no estado americano de Louisiana por descendentes de colônias francesas.

Pois bem, tentei fazer um básico passo a passo de como fazer esse prato através de fotos



2 cebolas picadas


 2 dentes de alho


Azeite de doce


Colocar o alho na panela


Colocar a cebola na panela


um tomate picado


Colocar o tomate na panela


1 peito de frango em cubos




Sal a gosto




Caldo de frango 


Camarão fresco



Calabresa



Arroz branco




Cozinhar o arroz



                                                               Enfim, agora é só desfrutar!